Tuesday, May 31, 2011

nota sobre hábitos sociais

andei mexendo aqui e encontrei um texto que escrevi para a disciplina de historia das técnicas e me surpreendi com a escrita, nem parece q fui eu quem fiz! mas fui! ahha... e gostei e quero deixar na nuvem que vai que alguem le um dia e tem um insight



Revolução nos hábitos sociais

computador - internet - e-mail - celular - cafeteira - televisão - carro - elevador - escadas - prédios - eletricidade - fogão - geladeira - telefone - telefone celular - relógio - relógio de pulso

São todas criações que mudaram nossos hábitos. Nos tornamos até escravos de tais hábitos, está tão incrustrado em nós e nossa sociedade que nem sabemos mais por que fazemos, da onde partiu e começou a existir, aceitamos e acreditamos como imutável, indiscutível a existência e execução de tais tarefas. A sociedade irá julgá-lo, mal dizê-lo ou na melhor das hipóteses só questioná-lo como ignorante se você não tiver tais hábitos pois é tão “óbvio” que tais situações às quais nos predispomos a fazer todos os dias são para o melhor desempenho do ser humano ou facilidade ou melhora ou uma idéia vaga de evolução e superação de uma condição animal.

A história da humanidade parte de zilhões de fatores que não cabe aqui descrevê-los mas um relevante a se falar é a superação do medo. O medo da morte, do inexistente, do inexplicável, do escuro, do que foge ao controle do homem. A sociedade como vivemos hoje, nas cidades, com tantas luzes e sons é de se entender que perdemos a capacidade de sentir o ambiente a nossa volta. Pense um índio na floresta a noite. Sentir a floresta é entender que não haverá predadores próximos, que ele pode descansar, sair do estado sempre ativo, nervoso, de ser atacado por animal ou ser humano. Com a conquista da eletricidade, superamos nosso primeiro maior medo, o invisível aos olhos. Por que o homem só acredita se ver. É burro e ignorante no tocante à outros sentidos. E com a luz artificial aumentaram nossas horas acordados, mudou nosso ritmo de sono, nossos objetivos de trabalho, nosso ócio. Para uma sociedade que não possuía nada (e ainda assim tinha tudo) que tocava a toda a sua volta natureza, vida, não transformada pelo homem, para o lugar que estou sentada agora onde as plantas estão dentro de potes e o peixe no aquário, e tudo ao meu redor foi tocado e modificado pelo homem, onde eu não tenho nenhuma vida natural que simplesmente cresce além da minha vontade e poder de manipulá-la, dá pra entender o quanto nós somos egoístas e egocêntricos (...)

O problema do homem é perder o controle. Não se sentir deus. E deus quando fez o homem, perdeu o controle. Nos deu livre arbítrio e nos deixou viver para fazermos o que bem entendemos. E o homem não consegue deixar a natureza ou outros homens fazerem o que bem entendem. Alguém tem sempre que saber onde você está, quem é você, qual seu número, o que você trabalha, o que você faz e melhora na sociedade. Onde você está, quanto dinheiro produz. A sociedade o controla, seus pais o controlam, seu chefe, seu governo. Quem é você para o mundo. Qual sua contribuição? A situação, local, cultura, povo em que nasceu, não te ensina, te cobra como indivíduo controlado. É o medo de não ter objetivo, é o pânico de estar sem líder que as pessoas não assumem escolhas por elas mesmas, não tomar o risco de fazer errado. É o pânico de deus ter abandonado e sua vida não ter razão de existência. Daí, a gente cria nosso auto-controle e se submete à ele. E nem se rebelar consegue! Por que não entende ainda que nem pelo o que está se rebelando sabe.




pois é, eu passei na disciplina e estou quase me formando...

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