essas manhãs
Metade do ano já. Lua nova. Tenho a tendência a lembrar de forma pouco triste que já faz um ano e meio que voltei. Mas vou abstrair esse comentário como se não me influenciasse. As piores aulas estão pra terminar e a provação tá foda. Muitos trabalhos, pseudos projetos, estágio, avaliações, burocracias, academicismos, filosofias. E não só isso, a vida me traz grandes dilemas morais que eu não terminei de lidar ainda. Não posso pensar que estou cansada, não ainda. Me sinto sufocada. Preciso terminar, preciso terminar, não sinto que estou aproveitando minha vida. Pensei nisso esses dias, é uma frustração passada, mas o tempo todo me senti me preparando para algo que ia acontecer no futuro e enquanto todos viviam e se divertiam eu estava escondida. E quando chegou um tempo que eu podia tomar minhas decisões, eu não percebi. E continuei escondida... não dá pra entender. Bom, dá. Criei um medo do mundo, das pessoas. Ainda estou esperando terminar as coisas. A "preparação". Enquanto eu via todos curtirem. Me sinto velha e cansada por coisas que nem fiz, e que pior ainda, sinto que me acusaram de ter feito como se tivesse sido mais uma adolescente selvagem e rebelde. E nem fui. Nem sou. Mas não se pode comparar. Cada um na sua.
Calma sooz, tá acabando. Paciência. Paciência é um dom dos sábios. Restrição, não demonstrar sentimentos. É acabar isso e tomar uma decisão, não antecipe os problemas. Viva e aproveite agora, essa é uma fase também, sua, diferente dos outros.
Logo acaba, e começa outra, sempre mais difícil.

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